
Uma visão rápida da mensagem e do caminho que vamos percorrer.
Levantar da cama, escovar os dentes, tomar banho, fazer o devocional, orar, ligar para alguém, trabalhar, descansar: o dia inteiro é feito de escolhas. O fato de você estar aqui já é uma escolha. Mas nesta semana vamos olhar para uma escolha que vai muito além deste mundo — a escolha por Jesus, aquela que não decide apenas o nosso futuro aqui, mas também a nossa eternidade. E vamos fazer isso diante de uma cena em que muita gente teve essa oportunidade nas mãos e decidiu errado.
Lucas 23.13-25; João 3.16; 2 Coríntios 5.14-15
Diante de Pilatos, uma multidão transformou um costume em sentença e escolheu Barrabás no lugar de Jesus. Hoje a escolha voltou às nossas mãos — e nenhuma outra decisão pesa tanto.
Escolha Jesus. E escolha Jesus sempre.
Em Lucas 23.13-25, Pilatos convoca os principais sacerdotes, os magistrados e o povo. Era costume soltar um preso na Páscoa, e aquele costume virou uma espécie de júri popular: havia dois réus frente a frente — Barrabás, preso por sedição e homicídio, e Jesus, em quem Pilatos declarou três vezes não achar culpa alguma. Havia jurados, que eram os líderes religiosos; havia os magistrados de Roma, que conheciam a lei; havia uma multidão mista, vinda de toda parte para a festa; havia a lei, que era o costume; e havia o juiz, Pôncio Pilatos, prefeito romano da Judeia. A sentença foi dada conforme a escolha do povo: soltaram o criminoso e entregaram o Justo. Aquela escolha foi legalista, porque beneficiou apenas uma parte. Mas o que Jesus fez na cruz foi moral, porque foi bom para todos: um morreu por todos, deu-se a si mesmo em preço de redenção por todos, e todo aquele que invocar o nome do Senhor será salvo. Agora é a nossa vez de escolher.
Quatro movimentos para entender o julgamento de Jesus e a escolha que ainda está diante de nós.
A vida é feita de escolhas — das mais simples às mais complexas — mas existe uma escolha que decide não só o nosso futuro aqui, como também a nossa eternidade.
Em Lucas 23, um costume da Páscoa vira tribunal: há réus (Jesus e Barrabás), jurados (os principais sacerdotes), magistrados, uma multidão, uma lei costumeira e um juiz chamado Pilatos.
A escolha do povo foi legalista: soltaram Barrabás, um sedicioso, assassino e salteador, e pediram a cruz para o Justo, em quem Pilatos não achou culpa alguma.
O que Jesus fez na cruz foi moral, porque foi bom para todos — e por isso agora é a nossa vez: escolher Jesus, e escolher Jesus sempre.
Todos os dias escolhemos — e há uma escolha que ultrapassa este mundo.
Nossa vida é feita de escolhas. Levantar da cama, escovar os dentes, tomar banho, fazer o devocional, separar um tempo de oração, ligar para alguém, trabalhar, descansar. Das decisões mais simples até as mais complexas, o dia inteiro é uma sequência de escolhas. Até o fato de você estar aqui agora, participando deste encontro, já é uma escolha que você fez.
Mas existe uma escolha que vai muito além deste mundo. Uma escolha que não define apenas o nosso futuro aqui, mas também a nossa eternidade: a escolha por Jesus. Essa não é uma decisão que se toma uma vez e depois se arquiva. É uma decisão que deveríamos renovar todos os dias e em todos os momentos.
Para falar disso, vamos olhar para uma cena em que uma multidão inteira teve diante dos olhos a oportunidade de escolher por Jesus. Lucas 23 registra o que aconteceu naquele dia. Foi um dia de escolha — e a escolha feita ali revela muito sobre o coração humano e sobre o coração de Deus.
Existe uma escolha que não define apenas o seu dia, mas a sua eternidade. E ela precisa ser feita hoje, de novo.
Retomando a diferença entre o que é legal e o que é moral.
Já conversamos sobre o chamado de sermos uma igreja moral dentro de uma sociedade legalista. A distinção é simples de dizer e difícil de viver: o que é legal costuma ser bom apenas para uma parte; o que é moral é bom para todos. Guarde essa chave, porque ela aparece de forma impressionante na cena do julgamento de Jesus.
A escolha por Barrabás foi uma ação legalista. Pegaram um costume da época — soltar um preso durante a festa — e o trataram como lei, como direito adquirido. O resultado daquela decisão foi bom apenas para uma parte: para Barrabás. Ele saiu livre, e ponto final. O benefício parou ali, num homem só.
Mas naquele mesmo dia houve outra escolha em curso, e essa foi profundamente moral. O que Jesus fez na cruz não beneficiou um grupo, um gueto ou uma parte. Foi bom para todos. A mesma cena contém as duas lógicas lado a lado, e é por isso que vale a pena olhá-la devagar nesta semana.
Legal é aquilo que é bom apenas para uma parte. Moral é aquilo que é bom para todos.
Lucas 23.13-25: o julgamento diante de Pilatos.
“Pilatos reuniu os chefes dos sacerdotes, as autoridades e o povo, dizendo-lhes: "Vocês me trouxeram este homem como alguém que estava incitando o povo à rebelião. Eu o examinei na presença de vocês e não achei nenhuma base para as acusações que fazem contra ele. Nem Herodes, pois ele o mandou de volta para nós. Como podem ver, ele nada fez que mereça a morte. Portanto, eu o castigarei e depois o soltarei. Ele era obrigado a soltar-lhes um preso durante a festa". A uma só voz eles gritaram: "Acaba com ele! Solta-nos Barrabás! " ( Barrabás havia sido lançado na prisão por causa de uma insurreição na cidade e por assassinato. ) Desejando soltar a Jesus, Pilatos dirigiu-se a eles novamente. Mas eles continuaram gritando: "Crucifica-o! Crucifica-o! " Pela terceira vez ele lhes falou: "Por quê? Que crime este homem cometeu? Não encontrei nele nada digno de morte. Vou mandar castigá-lo e depois o soltarei". Eles, porém, pediam insistentemente, com fortes gritos, que ele fosse crucificado; e a gritaria prevaleceu. Então Pilatos decidiu fazer a vontade deles. Libertou o homem que havia sido lançado na prisão por insurreição e assassinato, aquele que eles haviam pedido, e entregou Jesus à vontade deles.”
Pilatos convoca três grupos: os principais sacerdotes, os magistrados e o povo. Diante deles, afirma que examinou Jesus e não encontrou nenhuma culpa daquelas de que o acusavam. Acrescenta que nem Herodes, a quem Jesus havia sido enviado, achou nele algo digno de morte. A conclusão parecia óbvia: castigá-lo e soltá-lo.
Entra em cena o costume. Marcos 15.6 registra que, na festa, era costume soltar ao povo um preso qualquer que eles pedissem. Jerusalém estava cheia de gente para a Páscoa, a festa que lembrava a libertação de Israel da escravidão no Egito, narrada em Êxodo 12. Era um costume ao qual o povo já estava acostumado, repetido todos os anos.
A multidão clama por Barrabás, que estava preso por causa de uma sedição feita na cidade e de um homicídio. Pilatos tenta de novo soltar Jesus; eles gritam: crucifica-o. Pela terceira vez ele pergunta que mal Jesus havia feito e repete que não acha nele culpa alguma de morte. Mas os gritos prevaleceram. Pilatos julgou que devia fazer o que pediam: soltou o preso culpado e entregou Jesus à vontade deles.
Um júri popular com réus, jurados, autoridades, povo, lei e juiz.
Num júri popular, escolhem-se sete jurados; a acusação e a defesa apresentam seus argumentos e provas; os jurados votam em sigilo para condenar ou absolver o réu; e o juiz dá a sentença seguindo as respostas dos jurados e aplicando a lei. No caso de Jesus, foi parecido, mas com uma diferença decisiva.
Havia os réus: Jesus e Barrabás, frente a frente. Um havia cometido crimes e pecados; o outro não havia feito nada. Havia os jurados: os principais sacerdotes, convocados por Pilatos. A igreja estava ali. E, em João 18.35, Pilatos diz a Jesus que foram a sua nação e os principais sacerdotes que o entregaram. Não foi só Judas quem entregou Jesus; foi também toda a cúpula religiosa.
Havia os magistrados, autoridades romanas com funções judiciais e administrativas, gente que entendia da lei e estava acostumada a julgar. Havia o povo, uma multidão mista: convidados do prefeito, religiosos, judeus vindos para a Páscoa e moradores da cidade. Havia a lei, que ali era apenas um costume, como diz João 18.39. E havia o juiz: Pôncio Pilatos, prefeito romano da Judeia por volta de 26 a 36 d.C., que recolheu a opinião do povo e aplicou a sentença.
A igreja estava presente naquele júri. E a igreja escolheu libertar Barrabás e crucificar Jesus.
A escolha do povo foi soltar um criminoso. Lucas diz que Barrabás estava preso por sedição — revolta contra a autoridade estabelecida — e por homicídio; ele havia matado alguém. João 18.40 acrescenta que era um salteador, um ladrão. Foi esse homem que a multidão pediu. E a mesma escolha que libertou o culpado condenou o inocente: crucificar Jesus Cristo, o Justo, sem pecado, o Santo, de quem Pilatos disse pela terceira vez não achar culpa alguma de morte.
A escolha deles foi errada, baseada num legalismo que só beneficiava uma parte. Mas Deus transformou aquele dia na maior ação moral da história, porque o que aconteceu na cruz foi bom para todos. João 3.16 diz que Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho para que todo aquele que nele crê tenha a vida eterna. Em 2 Coríntios 5.14-15, um morreu por todos. Em 1 Timóteo 2.5-6, há um só Mediador, que se deu a si mesmo em resgate por todos. E Romanos 10.13 conclui: todo aquele que invocar o nome do Senhor será salvo.
Agora é a nossa vez de escolher.
Aquela multidão não escolheu contra Jesus por acaso. Ela escolheu do jeito que estava acostumada a escolher: pelo costume, pela pressão dos gritos mais altos, pelo que parecia mais conveniente naquele instante. É assim que a maioria das nossas escolhas erradas acontece — não numa grande deliberação, mas no piloto automático do que já virou hábito.
Pilatos é um retrato disso. Ele sabia que Jesus era inocente, disse isso três vezes, tentou soltá-lo, e mesmo assim julgou que devia fazer o que o povo pedia. Saber a verdade não é o mesmo que escolher a verdade. Muitas vezes nós também reconhecemos o certo e, no fim, entregamos Jesus à vontade dos outros.
Agora é a nossa vez. Este é o dia da escolha, e ela não termina quando o encontro acabar. Ela reaparece na conversa de amanhã, na decisão do trabalho, no jeito de tratar a família, no tempo de oração que pode ou não acontecer. Escolher Jesus é a escolha mais importante que uma pessoa pode fazer — e ela se repete todos os dias.
Olhe para as suas últimas 24 horas e identifique um momento em que Jesus esteve diante de você e outra coisa foi escolhida no lugar dele.
Não basta identificar o erro; é preciso nomear a substituição. O que ocupou o lugar dele? Pressa, orgulho, medo do que os outros diriam, costume, comodismo? Traga isso diante de Deus com honestidade e peça que, na próxima vez que a mesma situação aparecer, a sua escolha seja diferente.
Escolha Jesus — e ajude outra pessoa a ter essa oportunidade.
Naquele dia havia muita gente no julgamento de Jesus, mas a maioria não o escolheu. Isso deveria nos incomodar, porque ainda hoje muita gente está perto da cena e longe da decisão. Pessoas que ouvem o nome de Jesus com frequência e nunca foram colocadas diante da pergunta: e você, o que escolhe?
Romanos 10.13 diz que todo aquele que invocar o nome do Senhor será salvo. Esse todo aquele é o nosso convite. A obra de Cristo na cruz foi boa para todos, não para um grupo fechado. Por isso não temos o direito de guardar essa notícia para o nosso círculo. O que é moral alcança todos — e precisa chegar a todos.
Se Cristo morreu por todos para que os que vivem não vivam mais para si mesmos, a nossa escolha diária por Jesus precisa transbordar em atitudes: um convite feito, uma conversa iniciada, um gesto de cuidado com quem está sozinho. Escolha Jesus. Escolha Jesus sempre. E leve alguém com você nessa escolha.
Escolha Jesus conscientemente no começo de cada dia desta semana, em oração. E convide uma pessoa específica para o próximo encontro, contando a ela por que você escolhe Jesus.
Verdades centrais para levar com você.
Todos os dias fazemos escolhas, das mais simples às mais complexas — estar na casa de Deus já é uma delas.
Existe uma escolha que vai além deste mundo: ela define o nosso futuro aqui e a nossa eternidade.
Escolher Jesus não é decisão de uma vez só; é decisão de todos os dias e de todos os momentos.
No julgamento de Jesus havia réus, jurados, magistrados, multidão, lei e juiz — e a maioria não escolheu Jesus.
Não foi só Judas que entregou Jesus: a cúpula religiosa, os principais sacerdotes, também o entregaram a Pilatos.
Soltar Barrabás foi um ato legalista, porque foi bom apenas para uma parte; a cruz foi um ato moral, porque foi boa para todos.
Jesus morreu por todos, e todo aquele que invocar o nome do Senhor será salvo.
Senhor Jesus, obrigado porque, no dia em que a multidão escolheu Barrabás e te entregou à morte, tu escolheste permanecer e morrer por todos nós. Obrigado porque a tua cruz não foi boa apenas para uma parte, mas para todo aquele que invocar o teu nome. Perdoa-nos pelas vezes em que, como Pilatos, reconhecemos a verdade e mesmo assim cedemos à pressão; e pelas vezes em que, como aquela multidão, escolhemos pelo costume e não por ti. Ensina-nos a te escolher todos os dias, em cada decisão simples e em cada decisão difícil. Que nossa vida não seja mais para nós mesmos, mas para aquele que por nós morreu e ressuscitou. E dá-nos coragem para convidar outras pessoas a fazerem a mesma escolha. Em teu nome oramos. Amém.
Quem escolhe Jesus aprende a não viver mais para si mesmo.
“E ele morreu por todos para que aqueles que vivem já não vivam mais para si mesmos, mas para aquele que por eles morreu e ressuscitou.”
Paulo diz que Cristo morreu por todos para que os que vivem não vivam mais para si mesmos, mas para aquele que por eles morreu e ressuscitou. Contribuir é uma forma concreta de confirmar, com o bolso e com a agenda, a escolha que fizemos com a boca. Quando separamos parte do que recebemos para sustentar a obra de Deus, estamos dizendo que nossa vida não gira mais em torno do nosso próprio interesse. É a mesma lógica da cruz: aquilo que é entregue deixa de servir só a uma parte e passa a alcançar muitos. Que nossa generosidade seja, nesta semana, mais uma escolha diária por Jesus.
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