
DEVOCIONAL
Sete dias diante da cena mais decisiva de todas: Jesus e Barrabás, frente a frente, e um povo tendo que escolher.
A vida inteira é feita de escolhas: da hora de levantar da cama ao jeito de usar o tempo, do trabalho ao descanso, da oração ao telefonema que você adia. A maior parte delas passa despercebida. Mas existe uma escolha que ultrapassa este mundo e alcança a eternidade: a escolha por Jesus. Nesta semana vamos caminhar devagar por Lucas 23, aquele dia em que uma cidade inteira teve Jesus e Barrabás diante de si e precisou decidir. Havia ali os líderes religiosos, as autoridades que conheciam a lei, a multidão e um juiz. Havia costume, pressão e gritaria. E, no fim, entre o inocente e o culpado, o povo escolheu errado. Que cada dia desta semana seja um convite a não repetir aquele erro, e a escolher Jesus de novo, hoje.
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“Pilatos reuniu os chefes dos sacerdotes, as autoridades e o povo, dizendo-lhes: "Vocês me trouxeram este homem como alguém que estava incitando o povo à rebelião. Eu o examinei na presença de vocês e não achei nenhuma base para as acusações que fazem contra ele. Nem Herodes, pois ele o mandou de volta para nós. Como podem ver, ele nada fez que mereça a morte. Portanto, eu o castigarei e depois o soltarei.”
Tudo no nosso dia é escolha: levantar, escovar os dentes, tomar banho, parar para orar, ligar para alguém, trabalhar, descansar. Até estar lendo isto agora é uma escolha. A maioria delas afeta só o seu dia. Mas existe uma escolha que vai além deste mundo: ela define o seu futuro aqui e a sua eternidade. É a escolha por Jesus. No texto de hoje, Pilatos examina Jesus diante de todos e conclui o óbvio: nenhuma culpa. O inocente está ali, exposto, à disposição de quem decidir. E o mais impressionante é que essa escolha não foi feita uma vez só, na história; ela se repete em cada um dos nossos dias.
Senhor, antes que o dia comece a me empurrar, eu paro. Tu és o inocente que foi julgado no meu lugar. Hoje eu te escolho, de novo, com o pouco que tenho nas mãos. Amém.
Escreva num papel ou no celular as três decisões mais importantes que você vai tomar hoje. Ao lado de cada uma, responda em uma frase: nela, eu estou escolhendo Jesus ou me esquivando dele?
“Por ocasião da festa, era costume soltar um prisioneiro que o povo pedisse.”
Na festa da Páscoa, Jerusalém se enchia de gente que vinha lembrar a libertação do Egito. E havia ali um costume: soltar um preso que o povo pedisse. Todos os anos a mesma cena, a mesma pergunta, a mesma escolha. As pessoas estavam acostumadas a escolher. E quando a escolha vira costume, a gente decide sem pensar. Foi assim que, no ano mais importante da história, um povo acostumado a escolher escolheu errado. Cuidado com o que em você já virou rotina religiosa: o culto que se frequenta por hábito, a oração que se repete sem presença, a Bíblia aberta sem ninguém lendo. Costume não salva ninguém. Escolha consciente, sim.
Pai, perdoa o que em mim virou costume sem coração. Não me deixes decidir sobre ti no automático, como quem repete um hábito antigo. Desperta-me hoje. Amém.
Identifique uma prática espiritual que você faz no piloto automático. Hoje, faça-a de um jeito diferente e atento: outro horário, outro lugar, mais devagar, falando com Deus de verdade.
“Respondeu Pilatos: "Acaso sou judeu? Foram o seu povo e os chefes dos sacerdotes que entregaram você a mim. Que é que você fez? "”
Pilatos pergunta a Jesus o que ele havia feito, porque foram a sua própria nação e os principais sacerdotes que o entregaram. Não foi só Judas. Foi a cúpula religiosa inteira, gente que conhecia as Escrituras, que servia no templo, que falava de Deus todos os dias. Eles foram convocados para aquele julgamento e escolheram Barrabás. É duro, mas é verdade: dá para estar dentro da igreja e, mesmo assim, entregar Jesus. Entregamos quando preferimos nossa reputação à verdade dele, quando defendemos nosso grupo em vez de defender o Cordeiro, quando a religião pesa mais que o Senhor da religião.
Senhor, não quero estar entre os que te conhecem de perto e te entregam de longe. Guarda o meu coração de usar o teu nome e negar o teu caminho. Amém.
Pense num lugar da sua vida onde você tem usado a fé como fachada. Hoje, confesse isso a Deus em voz alta e, se houver alguém que foi prejudicado por essa incoerência, procure essa pessoa.
“Desejando soltar a Jesus, Pilatos dirigiu-se a eles novamente. Mas eles continuaram gritando: "Crucifica-o! Crucifica-o! "”
Pilatos convocou também os magistrados: as autoridades de Roma, gente preparada, que entendia de lei, que exercia função judicial, que estava acostumada a julgar e a decidir. Eram os mais instruídos daquela sala. Pilatos ainda tenta de novo soltar Jesus, e eles gritam o contrário: crucifica-o. Os que mais sabiam da lei foram os que mais gritaram contra o Justo. Conhecimento sem entrega não produz a decisão certa. Dá para saber doutrina, citar versículos, discutir teologia e ainda assim gritar contra Jesus com a vida. O que Deus pede de você hoje não é mais informação: é rendição.
Deus, livra-me de saber muito e amar pouco. Que o meu conhecimento de ti me leve a escolher-te, e não a justificar o que é injusto. Amém.
Escolha uma verdade bíblica que você já conhece bem mas não pratica. Hoje, obedeça a ela em um ato pequeno e concreto, antes de dormir.
“Contudo, segundo o costume de vocês, devo libertar um prisioneiro por ocasião da Páscoa. Querem que eu solte ‘o rei dos judeus’? " Eles, em resposta, gritaram: "Não, ele não! Queremos Barrabás! " Ora, Barrabás era um bandido.”
A multidão era grande e misturada: convidados de Pilatos, religiosos, peregrinos vindos para a Páscoa e os moradores da cidade. Muita gente no julgamento de Jesus. E a maioria gritou: este não, mas Barrabás. Barrabás estava preso por sedição e homicídio, e João diz que era um salteador: um assassino e um ladrão. Entre o culpado e o inocente, o povo pediu o culpado. Isso nos ensina algo que dói: maioria não é sinônimo de verdade. Você vai viver dias em que a sala inteira grita o nome de Barrabás, e a fidelidade vai custar ficar sozinho. Fique.
Senhor Jesus, mesmo que a maioria grite o contrário, eu te escolho. Dá-me coragem para não trocar a tua voz pelo barulho de todo mundo. Amém.
Hoje, em algum ambiente onde você costuma só concordar com todo mundo, tome uma posição honesta conforme o que Jesus ensina, mesmo que ela fique isolada.
“Pois o amor de Cristo nos constrange, porque estamos convencidos de que um morreu por todos; logo, todos morreram. E ele morreu por todos para que aqueles que vivem já não vivam mais para si mesmos, mas para aquele que por eles morreu e ressuscitou.”
Pilatos recolheu a opinião dos presentes, aplicou o costume e deu a sentença: soltou o criminoso e entregou Jesus à vontade deles. Aquela escolha foi legalista: transformaram um costume em lei, e o resultado foi bom apenas para um lado, o de Barrabás. Mas repare no que Deus fez ali. O que os homens decidiram por legalismo, Deus usou para algo moral, bom para todos. Um morreu por todos, para que os que vivem não vivam mais para si mesmos, mas para aquele que por eles morreu e ressuscitou. Jesus não morreu por um grupo, por um gueto, por uma parte. Ele morreu por todos. E você está incluído nesse todos.
Pai, obrigado porque, onde a injustiça dos homens chegou, a tua graça chegou mais longe. O que foi legal para poucos, tu tornaste bom para todos. Obrigado pela cruz. Amém.
Faça hoje algo que seja bom para alguém que não pode retribuir nada: um vizinho, um colega esquecido, alguém de quem ninguém lembra. Deixe a cruz definir o seu padrão.
“porque "todo aquele que invocar o nome do Senhor será salvo".”
Naquele dia havia réus, jurados, advogados, povo, lei e juiz. Hoje a cena se repete, e quem precisa decidir é você. A promessa é larga e simples: todo aquele que invocar o nome do Senhor será salvo. Não é para um grupo seleto; é para todo aquele. Barrabás saiu livre porque Jesus ficou no lugar dele, e essa é exatamente a nossa história. Esta é a escolha mais importante que uma pessoa pode fazer, e ela não se faz uma vez só: se faz hoje, amanhã, em cada decisão pequena da semana. Escolha Jesus. Escolha Jesus sempre.
Jesus, eu te escolho. Não só hoje, mas todos os dias e em todos os momentos. Invoco o teu nome: salva-me, guia-me e segura-me quando eu vacilar. Amém.
Hoje, em voz alta, invoque o nome do Senhor e declare a sua escolha por ele. Depois conte essa decisão a uma pessoa, por mensagem ou pessoalmente, antes que o dia termine.