Igreja Missionária Paranavaí
Guia de aprofundamento
Enraizados Em Oração · Mensagem 01

Como Orar

Mateus 6.5-15 · João 1.12
Oração não é fórmula nem vitrine: é intimidade com o Pai.

NESTA SEMANA

Uma visão rápida da mensagem e do caminho que vamos percorrer.

Todo discípulo de Jesus sabe que precisa orar. Mas não é raro ficar a dúvida: como orar? Como orar segundo a vontade de Deus? Por que algumas orações parecem não ter resposta? Os próprios discípulos pediram a Jesus que os ensinasse, e em Mateus 6 ele responde. Nesta semana vamos percorrer esse ensino, que primeiro limpa o terreno — mostrando o que oração não é — e depois oferece um modelo para uma vida de busca constante do Pai.

Texto-base

Mateus 6.5-15

Grande ideia

Antes de ensinar como orar, Jesus desmonta o que oração não é. Orar não é se promover, repetir fórmulas ou entregar uma lista de pedidos: é um relacionamento de intimidade com o Pai, que molda a nossa vontade à vontade dele.

Frase-chave

O propósito básico da oração não é sujeitar a vontade de Deus à minha, mas moldar minha vontade à dele.

Resumo essencial

Jesus pega um hábito que os judeus já praticavam, orar várias vezes ao dia, e amplia o horizonte. Ele começa pelo que a oração não é: não é autopromoção, como a dos hipócritas que oram nas esquinas para serem vistos; não é fórmula mágica, como a dos pagãos que pensam que serão ouvidos por muito falarem; e não é uma lista de pedidos entregue a um Pai que já sabe do que precisamos. Oração é intimidade — o quarto, a porta fechada, o Pai que vê no secreto. A partir daí, Jesus ensina um modelo: orar com a visão correta, unindo intimidade e reverência; buscar primeiro o Reino e a vontade do Rei; apresentar as necessidades de hoje em dependência; aprender a pedir e a conceder perdão; e se preparar para a batalha contra a tentação. Quando essa visão entra, a oração deixa de ser mecânica e forçada e se torna vida de comunhão com o Senhor.

MAPA DA MENSAGEM

Quatro movimentos para sair da oração mecânica e entrar numa vida de intimidade com o Pai.

01

Primeiro, Jesus mostra o que oração não é: não é autopromoção diante dos outros, não é fórmula mágica de palavras repetidas e não é uma lista de compras entregue a Deus.

02

Depois, Jesus revela o que oração é: um relacionamento de intimidade com o Pai, no quarto, com a porta fechada, longe das distrações, onde a maior recompensa é a presença dele.

03

Em seguida, Jesus ensina a visão correta — chamar a Deus de "Pai nosso" com intimidade e santificar o seu nome com reverência — e a buscar o que de fato importa: o Reino e a vontade do Rei.

04

Por fim, Jesus ensina a orar pelo pão de hoje em dependência, a pedir e conceder perdão, e a se preparar para a batalha contra a tentação e o mal, sempre no plural: não só por mim, mas por nós.

01INTRODUÇÃO

Sabemos que oração é falar com Deus — mas como orar?

Estamos vivendo um mês de oração, não apenas na nossa igreja, mas junto com outras igrejas missionárias espalhadas pelo país. E é bem provável que você, como discípulo de Jesus, já saiba da importância da oração. A questão é que orar não pode ficar restrito a campanhas como esta. A oração precisa ser diária, rotineira e constante na vida de quem deseja crescer em Jesus.

Buscamos a Deus nos momentos difíceis, pedindo respostas para nossas aflições. Mas a oração não é só isso. Ela também é agradecimento, louvor e confissão. Em toda a Bíblia encontramos pessoas dedicadas a essa busca constante por Deus, porque esse é o desejo de Deus para a nossa vida: a oração nos aproxima do Senhor.

Mesmo assim, a pergunta permanece: como orar? Aprendemos desde pequenos, no ministério infantil, que oração é falar com Deus. Mas muitas vezes ainda temos dúvidas sobre como orar segundo a vontade de Deus. O objetivo desta mensagem não é responder todas as perguntas sobre oração, mas ajudar com esta: como orar? E quem responde é o próprio Jesus, porque os discípulos pediram que ele os ensinasse.

Pausa para pensar

Jesus disse "quando vocês orarem", e não "se vocês orarem". Ele já esperava que a oração fosse parte normal da vida do discípulo.

Converse sobre isso
01Qual é a sua maior dúvida sobre oração hoje: como orar, o que falar, ou por que algumas orações parecem não ser respondidas?
02Sua vida de oração tem sido diária e constante, ou acontece principalmente em campanhas e momentos de aflição?

02RETROSPECTIVA E DISCUSSÃO

Antes de ensinar o que é oração, Jesus mostra o que ela não é.

Em Mateus 6, Jesus fala de práticas que os judeus já faziam: dar esmola, jejuar e orar. Eles eram conhecidos como aqueles que oravam em diversos momentos do dia. Jesus pega esse contexto e amplia o horizonte, mostrando uma nova realidade sobre oração e deixando um modelo para nós. Diferente dos pagãos, que não conheciam a Deus, e diferente dos judeus, com suas normas e regras, Jesus nos mostra outra forma de orar.

E ele começa pelo que a oração não é. Primeiro: oração não é autopromoção. Os hipócritas gostavam de orar em pé nas sinagogas e nas esquinas para serem vistos. Jesus diz que eles já receberam a recompensa deles — os aplausos. Querem fama, elogio público, querem mostrar o quanto são espirituais. Não é uma oração que exalta a Deus, mas a si mesmo. Isso é diferente de alguém elogiar nosso desempenho e nós darmos a glória a Deus.

Segundo: oração não é fórmula mágica. Não existe uma receita de remédio, um passo a passo garantido. As pessoas dizem: "orei dessa maneira e o milagre aconteceu, faz isso que vai acontecer com você". Não é assim. Jesus diz que ficar repetindo a mesma coisa, achando que por muito falar será ouvido, é prática de quem não o conhece. Oração não é algo engessado, metódico, sem sentimento, como um robô. Ela é rotineira, acontece todos os dias, mas não é engessada.

Terceiro: oração não é uma lista de pedidos. Não é uma lista de compras entregue a Deus. Como dizemos, não é papai Noel, é Papai do céu. Você que é pai ou mãe fica chateado quando o filho só aparece para pedir dinheiro, para dizer que precisa disto e daquilo. Por que fazemos isso com Deus? Ele já sabe do que precisamos antes de pedirmos. Isso não quer dizer que não devemos orar, mas que a oração é muito maior do que uma lista.

Frase-chave

Hipócrita, no original, traz a ideia do ator de teatro: alguém fazendo um personagem. A oração não pode ser algo falso, mas verdadeiro diante de Deus.

Converse sobre isso
01Em quais dessas três distorções — autopromoção, fórmula mágica ou lista de pedidos — você mais se reconhece?
02Por que é tão fácil transformar a oração em um método que "funciona" em vez de uma conversa sincera com Deus?

03LEITURA E RECONTAGEM DA PASSAGEM

Mateus 6.5-15: o ensino de Jesus sobre como orar.

Leia em voz alta
Mateus 6.5-15

“"E quando vocês orarem, não sejam como os hipócritas. Eles gostam de ficar orando em pé nas sinagogas e nas esquinas, a fim de serem vistos pelos outros. Eu lhes asseguro que eles já receberam sua plena recompensa. Mas quando você orar, vá para seu quarto, feche a porta e ore a seu Pai, que está no secreto. Então seu Pai, que vê no secreto, o recompensará. E quando orarem, não fiquem sempre repetindo a mesma coisa, como fazem os pagãos. Eles pensam que por muito falarem serão ouvidos. Não sejam iguais a eles, porque o seu Pai sabe do que vocês precisam, antes mesmo de o pedirem. Vocês, orem assim: ‘Pai nosso, que estás nos céus! Santificado seja o teu nome. Venha o teu Reino; seja feita a tua vontade, assim na terra como no céu. Dá-nos hoje o nosso pão de cada dia. Perdoa as nossas dívidas, assim como perdoamos aos nossos devedores. E não nos deixes cair em tentação, mas livra-nos do mal, porque teu é o Reino, o poder e a glória para sempre. Amém’. Pois se perdoarem as ofensas uns dos outros, o Pai celestial também lhes perdoará. Mas se não perdoarem uns aos outros, o Pai celestial não lhes perdoará as ofensas".”

Jesus começa corrigindo: não sejam como os hipócritas, que oram para serem vistos, nem como os pagãos, que repetem muitas palavras achando que assim serão ouvidos. O Pai já sabe do que precisamos antes mesmo de pedirmos. Em seguida, ele aponta o lugar da verdadeira oração: o quarto, a porta fechada, o secreto — e promete que o Pai, que vê no secreto, recompensará.

Então vem o modelo. "Pai nosso, que estás nos céus" abre com intimidade e reverência ao mesmo tempo. "Santificado seja o teu nome" reconhece quem Deus é. "Venha o teu Reino, seja feita a tua vontade" coloca a agenda de Deus antes da nossa. "Dá-nos hoje o nosso pão de cada dia" assume dependência diária. "Perdoa as nossas dívidas, assim como perdoamos" liga o perdão recebido ao perdão oferecido. "Não nos deixes cair em tentação, mas livra-nos do mal" nos prepara para a batalha.

E Jesus não encerra no amém. Ele volta ao tema do perdão nos versículos 14 e 15, deixando claro que perdoar as ofensas uns dos outros não é um detalhe opcional dessa oração. Observe também que, do começo ao fim, o modelo é coletivo: Pai nosso, nosso pão, nossas dívidas, não nos deixes. A oração que Jesus ensina nunca é só sobre mim.

Converse sobre isso
01Lendo o texto inteiro de uma vez, o que mais chama sua atenção na forma como Jesus ensina a orar?
02Como você resumiria, com suas palavras, a diferença entre a oração dos hipócritas e a oração que Jesus ensina?

04ANÁLISE DA PASSAGEM

Oração é relacionamento de intimidade com Deus — e isso muda tudo.

Depois de dizer o que a oração não é, Jesus mostra o que ela é: um relacionamento de intimidade com Deus. "Vá para seu quarto, feche a porta e ore a seu Pai, que está no secreto." É algo entre você e Deus. Pode haver momentos de oração com outras pessoas, claro, mas a oração rotineira que gera intimidade é essa, no secreto.

Dá para sair para um jantar romântico levando os filhos junto? Dá, mas não haverá intimidade de verdade, porque a cada momento alguém vai pedir alguma coisa. Dá para ter um tempo íntimo com Jesus de celular na mão, olhando as redes sociais? Pergunte a qualquer esposa se ela gosta que o marido fique no celular ou assistindo futebol enquanto ela fala algo íntimo com ele. Por que fazemos isso com Deus? Será que ele não se importa?

Jesus diz que o Pai, que vê no secreto, recompensará. Antes, a recompensa vinha das pessoas; aqui vem de Deus. E qual recompensa é melhor do que a própria presença de Deus? A companhia do Senhor, conhecer mais de Jesus, sentir a presença dele — isso não se encontra em um filme ou numa série. Mais do que pedidos respondidos, a maior recompensa é uma vida de intimidade com Deus.

Frase-chave

"O propósito básico da oração não é sujeitar a vontade de Deus à minha, mas moldar minha vontade à dele." — Tim Keller

Com essa base, Jesus ensina a orar com a visão correta: intimidade e reverência juntas. "Pai" é intimidade — não apenas Deus, não apenas Criador, mas Pai. Em Jesus nos tornamos filhos de Deus, e o véu já foi rasgado. Os judeus não chamariam Deus de Pai, porque olhavam para aquele Deus santo e tinham medo. Jesus diz: Pai, sem medo. E não só "Pai", mas "Pai nosso", porque o sangue de Jesus nos torna irmãos, reconciliados e filhos.

Mas é "Pai nosso que estás nos céus". Ele está aqui, perto, e ao mesmo tempo governa os céus. Poderoso, grandioso, verdadeiro. Isso nos leva à reverência: "santificado seja o teu nome". O nome de Deus não pode ser banalizado. Os judeus ficaram com tanto medo que perderam a intimidade; nós muitas vezes perdemos a reverência, tratando as coisas de Deus com descaso, como o adolescente que trata o pai com desrespeito, como se ele não soubesse de nada.

Em seguida, Jesus ensina a orar buscando o que é importante: "venha o teu Reino, seja feita a tua vontade". Buscamos muitas coisas diariamente e esquecemos de buscar o que realmente importa. Somos súditos desse Reino, e nesse Reino não prevalece a nossa vontade, mas a do Rei. No nosso reino, a nossa vontade manda. Mas se pertencemos ao Reino de Deus, é a vontade dele que deve ser feita, na terra como no céu — e ela é boa, perfeita e agradável.

Converse sobre isso
01O que costuma roubar a sua atenção no momento em que você está a sós com Deus?
02Quando você ora "seja feita a tua vontade", está realmente disposto a abrir mão da sua vontade, ou tem orado esperando que Deus faça a sua?

05REFLEXÃO PESSOAL

Dependência diária, coração perdoado e preparo para a batalha.

"Dá-nos hoje o nosso pão de cada dia." Se Deus já sabe de tudo, por que orar? Porque a oração cria em nós dependência de Deus. Como disse o pastor Tiago Mattes, da igreja Red: "a oração me torna sensível ao cuidado de Deus". Cada palavra desse pedido ensina algo. "Dá-nos": dependência, é Deus quem provê. "Hoje": não é para amanhã, para não corrermos o risco de ficar ansiosos pelo dia seguinte. "Pão de cada dia": o básico, o essencial, a sobrevivência — as outras coisas serão acrescentadas.

E "nosso". Se somos irmãos em Cristo, devemos orar não apenas pelo meu pão, mas pelo nosso pão de cada dia. Isso tira o egoísmo de pensar só em mim e levanta perguntas concretas: será que o outro tem? Será que ele está precisando? Será que eu posso compartilhar? Isso é viver o Reino, isso é viver a verdadeira oração.

Depois, Jesus ensina a orar aprendendo sobre o perdão: "perdoa as nossas dívidas, assim como perdoamos aos nossos devedores". É a oração de quem perdoa porque foi perdoado. Jesus perdoou a dívida do nosso pecado, muito maior do que qualquer ofensa que alguém possa cometer contra nós. Não pensemos que somos tão bons assim — sem a graça de Jesus, estaríamos todos perdidos em nossas ofensas. Ele nos perdoou e nos ensina a perdoar.

É difícil, porque olhamos para nós mesmos e não para Jesus na cruz. Mas os versículos 14 e 15 são claros: Deus nos perdoa à medida que também perdoamos. Então a oração ganha esta forma: "perdoa, Jesus, o meu pecado, porque estou perdoando meu cônjuge, meu filho, meu chefe". A mágoa só atrasa a vida, faz a gente parar e azeda tudo. Quando pedimos e concedemos perdão, tudo muda.

Exame da rotina

Pergunte-se hoje: qual é a minha necessidade básica para hoje? E existe alguém perto de mim cuja necessidade eu poderia ajudar a suprir?

Por fim, Jesus ensina a orar se preparando para a batalha: "não nos deixes cair em tentação, mas livra-nos do mal". Que batalha é essa? A batalha contra a tentação, contra o pecado. Você já orou logo cedo pedindo que Jesus o livrasse de toda tentação e de todo mal naquele dia?

Repare que, também aqui, o foco não é o "eu", mas o "nós". Não é apenas para que eu vença a tentação, mas para que cada um de nós vença, unidos no Senhor. E a oração termina reconhecendo a quem pertence tudo: "teu é o Reino, o poder e a glória para sempre. Amém" — amém que significa firmes, fixos nisso.

Converse sobre isso
01O que você tem levado a Deus: necessidade real para hoje, ou ansiedade pelo dia de amanhã?
02Existe alguém que você precisa perdoar antes de continuar pedindo perdão a Deus? O que tem impedido esse passo?

06DESAFIOS PARA COMPARTILHAR E CONVIDAR

Uma oração que deixa de ser mecânica e vira vida com Deus.

Quando olhamos para Mateus 6 com essa visão, tudo muda. A oração deixa de ser mecânica, deixa de ser forçada, e se torna uma vida de intimidade com o Senhor. Deixa de ser autopromoção, fórmula ou lista de compras, e passa a ser conversa de filho com o Pai que está nos céus.

Que possamos orar da forma que Deus espera de nós: não de forma egoísta, não centrada em nós mesmos, mas de uma forma que agrada a Deus, de todo o coração. A oração é importantíssima para o cristão, porque é ela que mantém a conexão e a intimidade com Deus.

E a oração nos lembra constantemente de que não é sobre nós, é sobre o Reino. Não é a nossa vontade, mas a do Pai em nós. Não estamos no controle — Deus está, moldando a vontade dele dentro de nós. Se este mês de oração servir para alguma coisa, que sirva para formar em nós um hábito que não termina quando a campanha acabar.

Desafio da semana

Separe um tempo a sós com Deus todos os dias desta semana: quarto, porta fechada, celular longe. Use o Pai Nosso como roteiro — adoração, Reino e vontade de Deus, necessidade de hoje, perdão, batalha — e convide alguém para orar junto com você pelo menos uma vez.

Converse sobre isso
01Que ajuste prático você vai fazer esta semana para proteger seu tempo a sós com Deus?
02Quem você pode convidar para orar com você ou para conhecer essa forma de oração que Jesus ensinou?

VERDADES DA SEMANA

Verdades centrais para levar com você.

01

Jesus disse "quando vocês orarem", não "se vocês orarem": ele espera que o discípulo tenha uma vida de oração.

02

Oração não é autopromoção; o hipócrita ora como um ator em cena e já recebeu sua recompensa nos aplausos.

03

Oração não é fórmula mágica; não existe método que force a mão de Deus a agir.

04

Oração não é lista de pedidos; o Pai já sabe do que precisamos antes mesmo de pedirmos.

05

Oração é relacionamento de intimidade com Deus, e a maior recompensa é a presença dele, não o pedido atendido.

06

"Pai nosso, que estás nos céus" une intimidade e reverência: Ele é próximo como Pai e grandioso como Rei.

07

A oração nos lembra que não é sobre nós, é sobre o Reino — não é a nossa vontade, mas a do Pai sendo moldada em nós.

Oração final

Pai nosso, que estás nos céus, santificado seja o teu nome. Obrigado porque, em Jesus, podemos te chamar de Pai, sem medo, com intimidade, e ao mesmo tempo reconhecer que tu governas os céus e és poderoso e verdadeiro. Perdoa-nos quando transformamos a oração em autopromoção, em fórmula ou em lista de pedidos. Ensina-nos a buscar o teu Reino e a tua vontade antes da nossa, a depender de ti para o nosso pão de hoje, a perdoar como fomos perdoados e a pedir socorro na batalha contra a tentação. Molda a nossa vontade à tua e cria em nós uma vida constante de oração, que não dependa de campanhas, mas nasça do desejo sincero de estar contigo. Em nome de Jesus. Amém.

FAÇA PARTE DESTA MISSÃO

Quem aprende a orar "o nosso pão" aprende também a repartir o pão.

Palavra sobre generosidade
Mateus 6.11

“Dá-nos hoje o nosso pão de cada dia.”

Jesus não ensinou a orar "dá-me hoje o meu pão", mas "dá-nos hoje o nosso pão de cada dia". Essa única palavra quebra o egoísmo da nossa fé: se somos irmãos em Cristo, a minha oração precisa alcançar a necessidade do outro. E quando percebo que o irmão ao meu lado está precisando, a pergunta seguinte é inevitável: será que eu posso compartilhar? Contribuir é a continuação natural dessa oração. Reconhecemos que tudo o que temos veio das mãos do Pai que sabe do que precisamos antes mesmo de pedirmos, e devolvemos parte disso para que a provisão de Deus chegue a mais pessoas. Isso é viver o Reino na prática, não apenas pedi-lo em palavras.